ADD_0678 e Funk como Movimento Cultural

Cá estamos com o ADD_0678

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Com:

New Order[bb] – Perfect Kiss

Breakestra[bb] – Get it right

Eddie Vedder[bb] – Hard Sun e Tuolumne (TSO de “Into the Wild“)

Sam Cooke[bb] – Twistin’ the night away

E é isso.

Rápido e divertido.

Espero que gostem.

Tudo de bom

Billy.

PS_ Foi aprovado ontem o projeto de lei que define o FUNK como movimento cultural no Rio de Janeiro.

O que vcs acham disso ?

Será que agora vai virar uma zona ?

Será que agora que é movimento cultural, alguma grande empresa vai patrocinar bailes funks ?

Será que a polícia vai parar de “dar dura” nos bailes ?

Será que “liberou geral”? Ou, muito pelo contrário, agora vai ter mais organização ?

Parabéns a todos os líderes do movimento. Espero que façam bom uso do que tem nas mãos.

O que você acha disso ? Qual o valor ? Vc acha que, como diz o projeto, o FUNK deve ser usado nas escolas como ferramenta pedagógica ?

Aguardo comentários.

23 Replies to “ADD_0678 e Funk como Movimento Cultural”

  1. Eu queria uma explicação de COMO o funk pode ser usado como ferramenta pedagógica?
    Desculpa, eu não considero funk carioca como música, que dirá como “movimento cultural”…

    Triste.

    1. Patricia Beninca says: Responder

      Trabalhamos com o funk como ferramenta pedagógica aqui no Sul. Se quiser conhecer nosso trabalho visite a nossa página.
      https://www.facebook.com/Escola-de-Mcs-e-Djs-Sindicato-Mc-503578103116237/

  2. Eu também quero entender.
    Será que vão usar aquele funk que fala “O de Olofote” prá ensinar o ABC prá criançada ?
    Realmente fica a pergunta…

  3. Bem, eu também gostaria de entender isso. Mas principalmente queria saber quais os interesses por trás desse projeto de lei.

    Além do mais, não considero um movimento cultural um tipo de música (também não considero música, mas tudo bem) que incentiva as crianças a dizer “é nóis que tá” e que faz apologia ao crime organizado, entre outras barbaridades.

    Talvez seja um sinal dos tempos. Pra criançada de hoje, ler um livro realmente é algo fora da realidade. Melhor ouvir uma pérola do Colibri ou do Mr. Catra mesmo.

  4. Sabe, eu entendo o “Funk de raiz” como algo cultural. Aquele antigão com um swing legal, mais próximo do Funk de fora que foi apimentado com o nosso “jeitinho” (tm Xuxa). E até a idéia de que algumas letras do Funk de hoje mostram a realidade da favela e do descaso daqueles que estão no poder para com essas pessoas.
    Mas pára por aí.
    O Funk já está deturpado, a grande maioria dos bailes são uma putice só (mal aê pela palavra feia, Maestro XD). Todo mundo sabe que criança aprende muito mais rápido aquilo que não presta, ou seja o Funk que taí hoje em dia. Eu tenho medo de saber como e se eles realmente irão utilizar isso na sala de aula…

  5. Esta notícia deve ser brincadeira. Se não for, é esculhambação total do bom senso.
    Que exista um “estilo musical” (de gosto duvidoso) até vai, mas ele ser celebrado como movimento cultural é babaquice.
    O funk carioca atual tem o que de cultural ? Ensinar os outros a falar que nem maloqueiro ?
    Não sei se o pior é tentar entender como essa geração chegou a esse nível de baixaria ou tentar entender como os nossos políticos populistas querem é mesmo que tudo se dane.

  6. Antes do gênero, que tal pensar no seguinte: a Semana de Arte Moderna de 1922 foi um movimento cultural por causa de alguma lei? A Bossa, a Tropicália, por exemplo, foram instituidas através de alguma lei? O Blues, o Suol, o Rock, enfim, nasceram e estão até hoje aí por imposição ou criação de alguma lei?

    A arte não precisa de aprovação ou institucionalização do Estado. Arte que é arte tem seu significado, repercussão e público pelo que é em si. Quando a arte é bem feita, quando reproduz conhecimento, técnica, sentimento, ensina a todos – de crianças a idosos. Quando não, fica mais empobrecida, apaga-se no tempo.

    Parafraseando um texto que acabo de ler, seria assim:
    “A boa notícia é que ….como na regulação do suicídio celular programado, processo pelo qual células anormais se autodestroem.” Ou seja, a eliminação do que é ruim se dá pela seleção natural. Ou pela autodestruição.

    Já o que é bom perpetua.

  7. ELE existe, esta aí. Veio das massas se criou na marginalidade e pode sim ser considerado um movimento cultural, envolve a cultura de uma época, povo meio em que vivem e outros mais apesar do Blues, Samba , Semana de Arte moderna de 22 serem aitivdades que marcaram e acrescentaram á cultura não podemos por no mesmo conceito, se me perdoam a licença, como movimentos talvez como ACONTECIMENTOS. Bem existe a MÚSICA, um batidão ritmico simplorio (?????) mas ninguem esta impedindo de sumidades como os Srs. possam acrescentar alguma coisa, ele esta ai façam , acrescentem alguma coisa. Na DANçA envolvente sensual… se alguem faz coisas obscenas enquanto dança não é a dança e sim a pessoa. Quando punham meninas de 10 anos de idade em festas familiares dançando, se abaixando, e rebolando em cima de uma garrafa, onde estavam os Srs. PRECONCEITO puro , velho e besta. Apropósito, já é antigo e bem conhecido no meio musical que: “Se alguem faz um som e diz que é música e outro alguem ouve e entende que é música então, é música.” Perguntem a Jonh Cage.

  8. Caros,
    Obrigado a todos.
    Vendo aqui os comentários percebi que podemos tirar algumas coisas interessantes de cada um deles. Até este último que estava mais para criar confusão do que outra coisa.
    O Berlitz disse algo que resume meio que tudo.
    O rock e outros generos não precisaram de lei para virarem o que viraram.
    Acho que isso encerra o assunto.
    Vamos ver no que dá.
    Abraços a todos, obrigado pela participação.
    Quem tiver algo a dizer ainda, fique completamente a vontade !
    Billy.

  9. Maestro, que soberba….. a ideia não é criar confusão e sim mostrar que o preconceito, mesmo que acompanhado de titulos, ainda e preconceito. Se o seu site entende que qualquer comentario contrariando a maioria crassa é uma confusão. Acho que voces se bastam. continuem no séc. 19. Mas a questão permanece,o funk, ou batidão esta ai! E não é a música que precisa de lei para ser aceita, e sim um MOVIMENTO que precisa de lei para ser delimitado. O poder que domina as favelas (sou do sul do pais e do interior) estabeleceu uma regra que proibe que as letras tratem de outros assuntos que nao sejam “putaria”. Existem rappers que poderiam estar melhorando o conteudo das letras. Existe um mercado enorme em volta da manipulação doFunk envolvendo milhoes. Voce deveriam ser formadores de opinião e não caçadores de bruxas.

  10. Kaskavel,
    Vc tem razao. Lendo desapaixonadamente seu comentário realmente vc expôs seu lado sem criar confusão.

    Tinha entendido que na frase “onde estavam os Srs. PRECONCEITO puro , velho e besta” vc se referia a todos que não acompanharam o movimento desde o começo.

    Agora, vc que é de dentro do movimento, por favor, explique-nos (sério):

    -O que vai mudar com essa Lei ?

    -Como era antes ?

    -Como já está hoje em dia ?

    Legal seu re-comentário. Debate bom é debate assim.
    Obrigado.
    Billy.

  11. Sr. Kascavel (nick bem funkeiro, diga-se de passagem),

    A dança obcena então não é característica do funk?
    As mulheres frutas “cantam” e “dançam” funk por uma mera coincidência de “gosto musical”?
    A linguagem chula e tosca, a melodia pobre e as letras idem não são características comuns a todos os funks existentes?
    Apologia ao crime é cultura?

    Elucide essas questões para nós desentendidos do assunto, e ficaremos gratos.

    Só não compare a Semana de Arte Moderna com o sobrinho bastardo do Miami Bass, por favor.

  12. PERDÃO.

    Onde eu disse funk nos comentários que fiz, por favor troquem para funk carioca. James Brown e a galera toda da Motown (entre outros) não merecem isso. ;^)

  13. O que o Rodrigo disse também é verdade.
    Tem todo esse outro lado.
    #comofas ?

  14. Notem como o preconceito abunda… O meu apelido Kascavel, se deve a maneira como sempre argumentei defendendo assuntos diversos , e surgiu no meio musical, sou músico, comecei a tocar na noite no interior do Parana em 1979, moro no paraná e não sou funkeiro, mas sim um defensor da liberdade de expressão principalmente no que se refere a música, sou formado em MÚSICA, nivel superior,tenho tambem curos tecnico em Música e estou iniciando um projeto de Mestrado em Educação, e, alem da escola da vida onde trabalho como musico a 30 anos. Defendo sim uma coisa que atinge todos adolescentes e que antes de criticar deve ser limpada e utilizada. Sugiro aos criticos que se informem melhor, pois eu mesmo sendo do interior do Paraná tenho o conhecimento de algumas coisas que parecem que são desconhecidas pelos criticos de plantão. O que sera Maestro que dirão estas pessoas quando tiverem conhecimento de Música Concreta? A linguagem verbal e não a musical é feita por pessoas que estao falando o que elas querem, assim como os Srs. … Quando me referi ao PRECONCEITO puro e besta, é contra a postura sem nenhum respaldo apenas “sou contra e pronto” ninguem me respondeu ainda sobre ” a boquinha da garrafa”… O Funk denominado Carioca, não é mesmo o Funk de James Brown, se voces puderem estudar um pouco o assunto começem pelo “Miami Bass”, o nome Funk acabou sendo incorporado aqui no Brasil, mas acho que isso não tem problema né??? Afinal chamamos de Doutor gente que não tem Doutorado.Pensem na possibilidade dos Rappers estarem fazendo letras de cunho social e juntarem com o BATIDÃO. Por que isso não acontece? Por que existe uma determinação do poder paralelo que domina as regioes mais pobres das grandes cidades que direciona a produção e execução destas festas e etc… Mas, se pudermos usar o proprio batidão para acrescentar letras com cunho diferente da “putaria” nao seria uma ferramenta ótima, de ensino,de elaboração?? E em momento nenhum comparei a Semana de 22 com o debatido FUNK e sim o termo MOVIMENTO. Não se esquecendo que a semana de 22 foi criticado por “intelectualóides” e não tinha , no momento em que aconteceu NENHUMA aceitação por parte dos detentores do certo e errado, como o Sr. Rodrigo eles criticavam se firmando em posturas na época, consideradas academicas que não passaram de vento, ou podemos dizer SÓ ARES…Podemos sim usar este fenomeno da cultura de massas em favor de um resultado melhor ..de tudo que o envolve. Obs.Quando se julga alguem pelo nome, ou nick, deve ou não ser considerado preconceito, e preconceito de pobre metido a besta é preconceito sem respaldo cultural nenhum

  15. Kaskavel,
    Pelo que tinha entendido, quando vc disse que era parte do movimento, achei que vc fosse funkeiro.
    Não tenho problema nenhum com nenhum tipo de manifestação cultural. Mas realmente as perguntas que ficaram são boas.
    Será que agora, como vc disse, vão começar a mudar a postura das letras dos funks para algo mais “social” ou essa lei foi só uma forma de legalizar o que já esta subentendido ?
    Digo isso porque baile sempre existiu e sempre existirá.
    Seja ele no morro ou no asfalto.
    A grande diferença do morro pro asfalto é o publico que o frequenta. O conceito é o mesmo. E nem coloco aqui distinção de classe social, pois isso não existe no funk. Do pobre ao rico, e vice-versa, não tem diferença nenhuma do público consumidor. Só, acredito, o preço cobrado na entrada do baile e o preço da bebida.
    “Boquinha da garrafa””créu””vem sentando”.
    O que rege aqui não é o que a lei diz, mas o que o público pede.
    Sei que existe hoje em dia um movimento fortíssimo dentro do próprio funk carioca para acabar com o que eles chama de “funk putaria”. Esses que só ficam com “abaixa a calcinha”, “senta e relaxa”, “bundinha tem que dar” e afins.
    A idéia é trocar isso por funk melody, coisa mais inteligente, música com melodia e letra.
    Mas não é o que o povo pede no dia-a-dia dos bailes.
    O que o povo quer é “relaxa e kika”, etc, etc.
    Não acredito ainda que uma lei vai possibilitar ou até mesmo conscientizar os produtores e divulgadores do funk para que mudem sua postura com relação a isso.
    Como os próprios funkeiros dizem, “O que vende é putaria. Infelizmente”. Isso impossibilita o crescimento do funk e sua consequente aceitação.
    Alguns artistas pontuais como o Sany Pitbull e o Leozinho não se vendem a esse tipo de expediente, mas eles pensam grande e miram algo maior, que é a popularização e aceitação do funk como música. Que é o que eles fazem. E fazem bem-feito, indepentende de gosto musical de quem está lendo isso agora.
    É fato.
    Não tô aqui fazendo julgamento de que funk putaria é ruim e funk melody é bom. Funk melody é bom prá tocar em rádio e as pessoas ouvirem. Funk putaria é o que move os bailes. Sejam estes no morro ou no asfalto.
    A classe social aqui não conta, o que conta é o grau de diversão pretensamente proporcionado pela música no baile.
    Consegui me fazer entender ?
    Espero que sim. Muita informação na cabeça…
    Abraços a todos.

  16. “e preconceito de pobre metido a besta é preconceito sem respaldo cultural nenhum”

    Obrigado por nos ensinar, na prática, o que é preconceito, Kascavel.

  17. […] sobre a “legalização” do Funk tá pegando fogo. Acompanhem e dêem seus pitacos AQUI bb_keywords = "celular Samsung, iMac, livro, cerveja, vinho"; bb_bid = "5749"; bb_lang = […]

  18. A verdade é que, como o próprio Maestro Billy falou, “funk putaria é o que vende”. A massa pede isso. Isso não significa que todas as pessoas tenham que aceitar esse tipo de música e nem que todos sejam atraídos a ela. Muito pelo contrário, para o meu ouvido e o ouvido da minha família eu repudio todo o tipo de funk (exceto os bão das antigas, como já disse lá em cima ;)). Estereotipei.
    Por fazê-lo posso estar errado? Sim, pois posso perder verdadeiros artistas que tentam mudar esse cenário. Mas acho que a obrigação maior é a dessa nova galera do funk, que lutou para ser reconhecida como ‘movimento cultural’, faça alguma coisa com as letras e me passe uma mensagem legal, uma letra que não vá me constranger na frente de desconhecidos. É pra isso que vai servir ter o selinho de Cultura? Se for é válido. Caso contrário não entendi o porque da briga.

  19. O Funk como movimento cultural,tem muito caminho pela frente ainda, no sentido de quebrar preconceitos.
    A sociedade que não participa do dia-a-dia das ‘comunidades’,a mídia (especializada ou não),a polícia,o governo,todos já tentaram acabar com a força que o Funk dos morros têm,mas foi em vão. Essa,digamos ‘manobra’ do governo carioca é o famoso ‘Se não pode contra eles,junte-se a eles’.

    Acho que se o governo souber apoiar bem,vai ter sim como ter funk de qualidade pra todos. Não estou dizendo que os ‘relaxa e kika’ vão acabar,longe disso. Mas o Funk carioca é uma expressão MUITO rica da vida das favelas, e tem sim qualidade pra todos. Basta querer.

  20. Mike Rodriguez says: Responder

    Gente, claro que o funk carioca é um movimento sub-cultural!

  21. carlessandro says: Responder

    Salve!
    Sou Professor de História e posso lhes afirmar que o conceito moderno de cultura/movimento cultural abarca o que o funk carioca representa atualmente. Entretanto, não pretendo engrossar a crítica a respeito da lei que não passa de letra morta uma vez que o funk carioca, como mostra a sua história desde a década de 1970, tem sobrevivido através de uma profunda criatividade (queiram ou não aceitar. Para mim, as grandes questões giram em torno da democratização da mídia (ela não deveria dar voz a todas as tendências? Se sim, por que evitar o funk?), do poder transformador do funk para pessoas que não são/eram respeitas pelo Estado ( Já pararam pra pensar que, através daquilo que uma elite pensante “como se existissem humanos não pensantes” aceita como produto cultural, pessoas como o Mr. Catra e outros Dj’s e rappers dificilmente modificariam o seu lugar nesta sociedade em que o “ter” é mais importante do que o “ser”. E, por último, gostaria de reafirmar algo que, em parte, já foi posto acima pelos outros debatedores: Modernismo, Samba, Jazz, Rock e outros gêneros musicais também não foram aceitos quando surgiram e,mesmo marginalizados, se impuseram e hoje frequentam os livros de História. Neste sentido, não sei até que ponto as críticas acima ( embora importantes e necessárias)podem ou não ser valorizadas. Pra quem disse que o Modernismo não precisou de leis para ser aceito como manifestação cultural, lembro que desde 1989 quando, através do DJ Marlboro, foi feito o Funk Brasil (disco vinil de extrema importância para aqueles que estudam o movimento porque simboliza a primeira tentativa de se produzir um funk brasileiro, embora as bases ainda fossem importadas ), já são 20 anos de estrada. Como não respeitar algo tão influente?

  22. carlessandro says: Responder

    Em tempo, abraço a todos independente de concordarem ou não com o meu ponto de vista. Mas reflitam que “Todo ponto de vista é a vista de um ponto.”

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