Digital Music Report 2011

O @tozzini postou ontem o link prá baixar o famigerado Digital Music Report 2011, da IFPI.

Prá quem não sabe, IFPI é a sigla para International Federation of the Phonographic Industry. Ou seja, aquele grupo de pessoas/empresas que defende, obviamente, os interesses das gravadoras.

Até aí nada contra. O problema é como eles fazem isso.

Aqueles processos trilionários (sim, pediram 1.65 trilhões de dólares para o AllOfMP3 a titulo de perdas pela pirataria) que não levam a lugar nenhum, aqueles esquemas punitivos como o HADOPI e outros mais.

A pior coisa que eles fizeram foi culpar quem gosta de música pelo fracasso do mercado musical.

Bom, deixa pra lá.

Todo ano eles lançam um report mostrando como está a evolução das vendas e distribuição da música mundial.

Nesse ano resolveram finalmente aceitar a música digital.

Dizem eles que, como a música está na frente de todas as artes no meio digital (por já sofrer com a pirataria a mais tempo), ela agora descobriu como proceder nesse pântano pantanoso que é a tal da internet…

Se esse documento tivesse sido lançado há uns 5 anos ou mais, aí sim teria validade.

Mas isso também não importa.

Vamos a alguns números (print do próprio PDF, que vc baixa na íntegra AQUI)

Quer mais ? Os mais vendidos digitais de 2010, com seus respectivos ganhos:

Tudo bem que não são os números áureos do antigamente, mas ainda baterem na tecla que “o fim está próximo” ainda é demais…

12 milhões e oitocentos mil dólares de ganho pela Tik Tok da Ke$ha ?

Não tá bom ?

Quanto custou a música e a divulgação (já que não tem distribuição física, por ser online) ????

Achei interessante o que eles disseram sobre música online ser a salvação da indústria e o “novo sucesso do momento”.

Concordo.

Serviços como o Sonora do Terra, o Pandora e outros mais são uma excelente opção para o mundo online.

“Ter” o produto em mãos já não é mais necessário. Baixar o arquivo é difícil, complicado e nem sempre (quase nunca) uma opção legal (na acepção jurídica da palavra).

Tomara que tudo dê certo, todos voltem a ficar ricos novamente, que o mercado cresca e chegue ao tamanho que era offline, só que online.

Mas, um grande entrave ainda acontece.

A qualidade musical.

Enquanto as grandes gravadoras continuarem a apostar em artistas com qualidade duvidosa, eles nunca crescerão o esperado…

Tudo de bom

Billy.

PS_Um ponto que discordo, apesar deles mostrarem como fato pesquisado, é “onde as pessoas ouvem música”. Acho que deve ser uma característica brasileira de ouvir mais no celular, no carro ou no mp3player do que em casa, como eles dizem.

One Reply to “Digital Music Report 2011”

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