Here, There, Everywhere

Não, não é a canção dos Beatles.

É como anda minha vida agora.

Pra quem não acompanha pelo Twitter, FB, Instagram, etc, estou em Londres fazendo um curso mutcho loko que em breve vocês saberão mais.

(update – Estava, já voltei)

Mas o que importa é o seguinte.

Como estou aqui enquanto as contas todas continuam passando por debaixo da porta do estúdio?

Como diz aquela velha piada “E quem tá cuidando da lujinha???

Ninguém “tá cuidando da lujinha” porque a “lujinha” veio comigo!!!

Sim, desde que consegui me matricular nesse curso (em Abril) estou numa batalha contra o tempo para conseguir ter exatamente a mesma qualidade de áudio (ou melhor) do que tenho no estúdio em uma plataforma 100% mobile.

Então, logo em Abril, comecei os testes.

Vamos aos fatos.

O que eu tenho no estúdio?

-Um ProTools

-Um Logic

-Um Ableton Live (que uso mais que os dois aí de cima)

-Um mega HD com um monte de trilhas, efeitos, loops, plugins, etc, etc.

-Espaço

-Um excelente microfone (TLM 102 da Neumann)

-Uma cabine de som

-Caixas de referência para mixagem

Aí eu precisava transformar tudo isso em algo o mais compacto possível, para poder viajar e continuar trabalhando nas horas livres do estudo.

O que seria o mais mobile dos mobiles ?

Primeira opção.

Um iPhone rodando todo e qualquer DAW (Digital Audio Workstation, ou o ProTools, o Logic e o Ableton Live no meu caso) que eu uso no estúdio, com uma velocidade e qualidade aceitáveis.

Não deu.

Porque?

Falta espaço visual e tátil para usar os softwares que uso. Fora que o iPhone não tem ProTools, Logic nem Live. O ProTools, por exemplo, precisa de hardwares específicos para trabalhar. Não é tão simples assim.

Segunda opção, já descartada na sequência iPhone.

Um iPad ou algum tablet tipo o Galaxy Tab da Samsung.

Não rola, mesmos problemas do iPhone, só que com tela grande.

Não muda nada…

Terceira opção, um laptop.

Aí sim!

Funciona.

Em termos.

Porquê ?

Porquê precisa de hardware bom pra poder rodar certos softwares.

Então, vamos voltar ao que eu tenho no estúdio e “ticar” algumas coisas que já resolvi a partir desse momento:

-Um ProTools

-Um Logic

-Um Ableton Live (que uso mais que os dois aí de cima)

-Um mega HD com um monte de trilhas, efeitos, loops, plugins, etc, etc.

-Espaço

-Um excelente microfone (TLM 102 da Neumann)

-Uma cabine de som

-Caixas de referência para mixagem

Pronto. Com um bom laptop é só comprar/instalar mais algumas licenças dos softwares que eu tenho no estúdio.

Mas ainda faltam algumas coisas.

Na parte do “Mega HD com trilhas, efeitos, loops, etc, etc, resolvi com um Dropbox maior.

Peguei tudo que preciso para os jobs que estão rolando atualmente, copiei, e espelhei no Dropbox.

Pronto.

Resolvido.

Então “tica” mais um quesito.

-Um mega HD com um monte de trilhas, efeitos, loops, plugins, etc, etc.

Seguindo.

O problema do espaço.

Não vá para hotel, alugue um apartamento.

Melhor coisa. Vc separa seu “escritório” do seu quarto, coisa que no hotel vc não conseguiria…

Os valores são quase os mesmos, mas vc tem mais espaço pra fazer bagunça no apartamento, entra menos gente (camareiras, etc), e vc se organiza espacialmente melhor num apartamento do que num hotel.

Dê preferencia para apartamentos com separação física dos ambientes, não flat. Aí você consegue ter um quarto, uma sala que serve de escritório, uma cozinha e banheiro. Tudo separado. Melhor coisa.

Tica então mais um.

Espaço.

Mais um quesito. O microfone.

Peguei meu TLM102 do estúdio e trouxe comigo. Junto com um pedestal (que tive que despachar com as malas, porque é pesado, de metal, e poderia dar problema na hora de passar no raio X).

Simples assim.

Tica mais um aí!

-Um excelente microfone (TLM 102 da Neumann)

Só que tudo isso de nada adianta se você não tem como “colocar o som pra dentro do computador” certo ?

Uma interface USB de altíssima qualidade é necessária.

Aí o pessoal da Focusrite me mandou um Scarlett 2i2, veja só a cara da bichinha, nesse unboxing:

A caixa fechada, reparem no “ProTools9 ready” lá em cima!
Vem toda protegida na caixa, com cabos e softwares
Ela é plug’n’play, mas vem com uma suite de compressor, equalizador, gate e outros efeitos bem legais.
De frente. Duas entradas P10/XLR com ganhos independentes, linha/inst, phantom de 48v, direct input (pra não ter latencia), volume geral e volume do fone.

 

A parte de trás, conexão para a USB e duas saídas para caixas amplificadas. Simples assim.

Com a Scarlett 2i2 eu fiquei 100% tranquilo na parte da qualidade da gravação.

Muito boa. Plug’n’play total, é só espetar e sair gravando.

Simples mesmo. Fora a qualidade dos pré-amplificadores da Focusrite que dispensam apresentação. São bons desde sempre.

Leve, compacta e ao mesmo tempo com cara de que “aguenta pauleira”.

Essa semana vou espetar no meu estúdio mesmo e trocar minha DIGI002 véia de guerra por ela. Tenho certeza que a qualidade vai melhorar.

A suite de plugins dela é esta aqui, no Ableton:

Um Reverb, um Compressor, um Gate e um EQ, todos emulando hardwares antigos da Focusrite.

Muito bem.

Problema resolvido.

E para finalizar o áudio?

Todo mundo sabe que não basta colocar o som pra dentro. Tem que tratar, mixar, arrumar, acertar e finalizar.

É aí que entra outro “brinquedinho” da Focusrite.

Anotem o nome VRM Box, ou Virtual Reference Monitoring Box.

Vamos ao unboxing:

A caixa
O tamanho
Tudo que tem dentro da caixa. Precisa instalar o software.

O que faz essa pequena caixa?

Ela emula, anotem, 3 ambientes (Estúdio Profissional, Sala e Quarto) e mais 15 caixas de som profissionais.

Só isso. hehehe

Ou seja, você pode emular no seu fone virtualmente 45 padrões de mixagem.

Assim você pode ter várias referências sem ter que queimar CD pra ouvir no carro, em casa, etc, etc.

Tudo isso no fone de ouvido.

E aí vem mais uma dica importante. Voltemos à primeira imagem do unboxing:

Não adianta ter uma VRM Box sem um fone de ouvido profissional.

A solução ?

Sennheiser HD 280 pro Silver

Fone de ouvido profissionalíssimo.

Extremamente robusto porém leve. Som claro e flat.

Junto com a VRM Box é a solução para seu monitoramento.

Assim, eliminei o último problema.

-Caixas de referência para mixagem

E foi isso, deu tudo certo. Jobs entregues no prazo, trabalhos resolvidos, curso completo e ainda deu tempo de tomar algumas brejas diferentes…

Com o tempo faço e posto aqui vídeos mostrando as funcionalidades dos “brinquedos” todos.

Tudo de bom,

Billy.

 

 

4 Replies to “Here, There, Everywhere”

  1. […] fui viajar, tô montando meu set pra tocar amanhã, e na correria ainda saiu um programa bacanudo pro seu […]

  2. […] e pequenos hardwares que emulam no fone de ouvido vários ambientes de retorno de estúdio. Billy conta mais sobre essa história no seu blog pessoal para quem quer os detalhes mais […]

  3. […] Na verdade eu levo meu estúdio todo nas costas, como vc pode perceber por este POST AQUI. […]

  4. […] nesse post AQUI e nesse AQUI também como era e como tá ficando cada dia mais fácil carregar tudo pra balada (e […]

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