Madonna – Madame X

Sempre bom ouvir disco novo de artista “das antigas”.

Ainda mais quando o artista tem 60 anos, já vendeu mais de 300 milhões de discos em sua carreira e é referência de inovação desde sempre.

Óbvio que eu tô falando da Madonna, que ajudou a moldar o conceito de Pop Star nos anos 80, continuou nos anos 90, e até hoje lança álbuns inovadores.

E isso é o mais legal.

A inovação.

Ficar preso numa fórmula é bem mais fácil do que criar sons novos. Quando um artista “acha” uma sonoridade que funciona, é sempre mais confortável ficar passeando por ela do que procurar outros estilos. Não só para manter a base de fãs (e o dinheiro), mas também para o processo todo de criação/produção ser mais rápido e fluído.

Mas a Madonna não. Nesse Madame X ela vai para um lado totalmente diferente do último álbum (e diferente de todos os outros álbuns) e cria uma mistura de música contemporânea, pop, moderna, mas ao mesmo tempo com aquela pegada de sucesso que ela sempre teve.

Sobre a produção – O Mirwais tá lá (já fez coisas geniais com ela), o Diplo tá lá prá dar aquela cara Major Lazer no som, Jason Evigan (que produziu “Talk Dirty” do Jason Derulo entre outras coisas, Mike Dean (produz Kanye, 2 Chainz, Jay-Z, entre outros), mas também tem a própria Madonna e Jeff Bashker, que levou um Grammy em 2016 por “Uptown Funk”.

Ou seja, a mistura é boa.

O disco é bem eclético, diferente, que me lembrou muito do álbum “Extra Virgin” do Olive, de 1996. Não pela sonoridade, mas pelo “diferente” do que a gente ouve (ouvia) na época.

O reggae “Batuka” é muito style, mas a música que eu acho que vai bombar nas pistas é “God Control”.

A música com a Anitta é bem divertida também. Boa entrada da Anitta no mercado americano (mais uma vez).

E o remix de Medellín lembrou Front 242, mas a pegada é bem bacana.

Bom, tá aqui prá vc ouvir e tirar suas conclusões.

Divirta-se!

Tudo de bom,

Billy

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.