Mobilidade, compactação e qualidade.

Sou DJ/produtor musical há 21 anos.

Calcule.

Essa foto aí em cima é antiga, mas o equipamento que toquei pela primeira vez não era tão diferente…

Fora a quantidade absurda de vinil que a gente tinha que levar nas costas…

Sério, cada case pesava pelo menos uns 30 quilos.

E a gente fazia isso não porque era “legal tocar em vinil“.

A gente fazia isso porque só tinha vinil.

Não existia CD player com pitch na época, por exemplo. Surgiu uns 2/3 anos depois que comecei. E nem era tão confiável.

A mesma coisa acontecia com estúdios de som.

Se antigamente a gente gravava disco de música eletrônica em estúdios assim:

Hoje em dia a gente resolve nossa vida num desses aqui ó:

Sério.

Gravação, mixagem, finalização e masterização podem e devem ser feitos no computador.

Atualmente tem mais recursos que muito estúdio, num preço cada vez mais acessível.

As mudanças estão aí pra facilitar a vida da gente, mas só duas coisas não mudaram dessa época de vinil, mesas de som quilométricas e afins para nossa vida laptopiana…

A qualidade da captação e a referência na hora de finalizar o produto.

Explico, por partes.

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Sobre a Qualidade da Captação, a gente tem que se preocupar sempre.

Tem uma máxima muito bem lembrada num dia de gravação de Podbility via @cesarleite:

“Shit in, shit out”.

Simples assim. Não dá pra “salvar” coisa mal gravada. Ou tipo “grava aí que depois eu arrumo”.

Não. Vc até tenta, mas o resultado nunca sai 100%.

Tem que ter qualidade na captação.

Como fazer? Um bom microfone, uma boa placa de som, um ambiente “controlado”.

Um bom microfone?

Eu uso o TLM 102 da Neumann.

Uma boa placa de som?

Semana que vem eu mostro com mais detalhes (terei uma em mãos para testar), mas o conceito aqui é qualidade com portabilidade com respeitabilidade.

Scarlett 2i2 da Focusrite

Conecta sem power supply direto no USB2.0, duas entradas com pré-amplificadores Focusrite (pré-amplificador este que provavelmente era um pedação de hardware naquela foto do estúdio grandão lá em cima), leve, compacta, com software para controle e interação com outros softwares.

Pesa 580 gramas, e mede 45mm x 175 mm x 100 mm

Com esses dois elementos em mãos, o mic e a interface, falta só achar um lugar sem muito reverb natural, silencioso, para fazer sua gravação.

Algumas sugestões ?

Dentro do carro. Dependendo do modelo do carro, o isolamento acústico é melhor que muita sala. Muito locutor profissional faz isso. Sério. Vai num shopping, estaciona longe da muvuca e grava.

No quarto com tapete/carpete, perto da cama com o cobertor desarrumado. Resolve bastante o reverb natural do ambiente.

Ou qquer outro lugar que vc perceber que não tem ruído ou muita reverberação. Geralmente ambientes com paredes não-paralelas ou com algum material que tire o “liso” das paredes.

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Referência para mixagem final

É o mais importante depois de uma boa captação.

Não adianta nada vc ter um áudio super bem captado só que mal mixado, confuso, barulhento.

É aí que aparece o problema.

Primeira pergunta a fazer – Qual a finalidade do áudio ?

É para ouvir na internet ? No fone de ouvido ? Na TV ? Na balada ? No carro ? No rádio ? Num CD ? Em casa ?

Para cada um desses lugares existe um tipo de mixagem específica. Só que dá para achar um meio termo para todas.

Por exemplo, um Dance que vá para a pista mas que também toque no Rádio.

O mais importante nesse caso é a pista. Tem que ter aquele belo peso para não ficar diferente das outras que tocarão antes e depois.

Então você usa como referência um som de balada. Caixas grandes, com bastante potência.

Óbvio que a mixagem mesmo, dos volumes e correlações entre voz e instrumentos você faz em caixas de referência, monitores.

Eu uso as mais manjadas do mercado, as NS-10M da Yamaha.

Aí a escolha é questão pessoal. Tem gente que gosta mais de umas, outros de outras, etc, etc.

E depois coloca o peso ouvindo nas caixonas.

Agora, como fazer ? Grava CD com um teste de mixagem e vai pra pista ouvir ?

Pode ser, mas a gente tá aqui falando de mobilidade.

Não dá pra colocar na mochila o par de caixas, o amplificador e tudo mais.

Aí surgiu o VRM Box, que eu acho que vai ser a salvação do mercado.

Sério. Isso vai quebrar o maior galho de todo mundo.

Primeiro porque pesa 123 gramas e mede 68mm x 25mm x 68mm.

Uma caixinha mesmo.

Só que ela emula 3 tipos de sala e 15 tipos de caixas de som, todas intercambiáveis.

Brincadeiras à parte, o conceito é meio esse aqui do Promo deles:

Ou seja, vc tem virtualmente 45 ambientes sonoros controlados dentro do seu fone de ouvido.

Chega de queimar CDs e perder tempo ouvindo em outros lugares. Todos os lugares possíveis estão dentro da caixinha com o software incluso.

É só ligar o fone.

Falando em fone de ouvido, compre um bom. Eu uso da Sennheiser.

Pro estúdio o HD280,

pra tocar na balada o HD25 Originals.

Quer saber como escolher um bom fone de ouvido? Clique AQUI

E é isso.

Do jeito que a coisa está, meu estúdio está ficando obsoleto.

Fora a cabine de som que tenho aqui, com esses periféricos eu consigo me resolver em qquer lugar do mundo.

E até mesmo aqui. Porque não ter uma placa mais leve do que minha DIGI002 ?

Porque não emular mais caixas de som do que minhas NS10 ?

Se é pra melhorar a qualidade/rapidez/eficiência do trabalho, acho extremamente válido!

Aguardem mais infos sobre os produtos.

Tudo de bom,

Billy.

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