Novas formas de notação e criação musical.

Venho acompanhando no Create Digital Music e em outros blogs por aí novas maneiras e equipamentos para se criar música.

Inclusive formas sem o uso de partituras. Partituras lineares como as conhecemos…

Antes de ser leviano e dizer que ninguém mais vai usar partitura, deixa explicar prá que serve uma partitura.

Ela serve para que a música que sai da sua cabeça seja executada exatamente igual ao que saiu da sua cabeça por qualquer outra pessoa que saiba ler partitura no mundo.

O tempo, a velocidade, as notas, a duração das notas, as passagens e tudo mais.

Tá tudo lá.

É só saber ler e interpretar/executar.

Partitura é algo que vai ser difícil de ser substituído. Pela facilidade de se entender e pelo amplo uso.

Um exemplo de uso de partituras atualmente é o Lilypond, que cria partituras lindas baseadas em códigos pré-estabelecidos via batch converter de arquivos .txt e copia também MIDI (Open software para todas as plataformas)

Com o tempo e a tecnologia, hoje em dia torna-se cada vez mais fácil passar essa informação para outras pessoas.

A forma linear de se entender e notar música está aos poucos mudando.

Um exemplo antigo que muita gente já viu com certeza é a Reactable, uma mesa geradora de sons.

Não tem linearidade, tem proximidade e intensidade.

Vejam este outro vídeo aqui, que usa um gerador de escalas Euclidianas e transfere isso para o Ableton Live, pronto para executar o groove criado. Sem usar partitura ou algo similar.

Simples, né ? Dá prá criar músicas inteiras só com isso…

Outro exemplo aqui, agora usando papel.

Na verdade um piano impresso numa folha A4. Com um controlador atrás, mas cumpre bem a função, melhor até do que aqueles painos de borracha que vendem por aí.

Bem fácil. Gravou, criou, tá gravado. Sem a necessidade de um monte de equipamento.

Até o iPad entra na dança.

Usando esse monte de bolinhas do Tenori-on, vc cria música num app.

Fácil e intuitivo.

E também o grande sucesso do momento, o iElectribe da Korg para iPad.

Inclusive com um monte de sons usados pelo Gorillaz nesse útlimo álbum, todo feito no iPad (dzem eles).

Antes o Electribe era um hardware,

Agora é software.

Além dele tem um outro interessante, meio jogo, meio criação musical.

O Pulse.

E também os DJs já se encontram em outro patamar.

Hoje em dia CDJs, prá quem curte usar pela superfície de contato e trabalho, já estão mais para computador de bolso do que para reles players.

Veja o caso do CDJ700 da Gemini com touchscreen. Toca CD, USB, SD Card e suporta todos os formatos de áudio.

Além de simplesmente abolirem o jog shuttle (essa bolinha aí do meio do CDJ acima, que é usada para emular o feel de um vinil) dos controladores, como no caso do Novation Twitch.

Ou, mais simples ainda, uma botoeira meio homemade, que controla seu software, caso do Midi Fighter.

No video vc entende:

Resultado final disso tudo ?

Cada dia está mais fácil de se criar e controlar música.

Qualquer um pode. Mesmo.

O grande diferencial é o quanto você conhece de música, o quanto vc estuda, quão familiarizado você está com tudo isso e, acho que acima disso tudo ainda, seu bom gosto musical.

Isso ninguém tira de ninguém.

Tudo de bom,

Billy.

3 Replies to “Novas formas de notação e criação musical.”

  1. Salve Maestro Billy
    Muito legal essa matéria. Acho tambem que tem que ter talento. E pode ser que se desenvolva algum talento com estudo e dedicação. Eu uso softwares de DJ no iPad, mas como nunca me dediquei a estudar de verdade, o resultado das produções é, no mínimo, sofrível!

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