2015 e o Mercado de Vinyl.

Se você acha que quem coleciona discos de vinyl é lelé, que vive no passado, que é um velho, pode repensar tudo.

Aliás, o mercado musical deveria também repensar tudo com relação ao vinyl, no mundo todo e no Brasil.

Uma pesquisa da RIAA (Recording Industry Association of America) mostra que no primeiro quarto de 2015 (3 primeiros meses), a venda de discos de vinyl rendeu mais que o Spotify Free, o Youtube e o Vevo JUNTOS.

Sim, deu mais grana vender disco do que entrou e circulou grana nesses 3 aplicativos.

O mercado de vinyl cresceu 52% por lá, e é responsável por 30% das vendas de musica fisica (CD, cassette, sei lá mais o quê). Isso é só 7% do market share, mas é um indicador interessante. Outro indicador dessa alta e do potencial ainda maior de expansão é a quantidade de fábricas de vinyl que surgem todos os meses por lá.

É um revival? É uma busca por algo mais completo?

Um dado interessante que a RIAA percebeu também nessa pesquisa/relatório é que em muitos casos os usuários de serviços de streaming grátis acabam comprando o vinyl depois da experiência digital. Tipo “ah, vou ouvir o novo do New Order no Spotify Free. Se for legal mesmo eu compro o vinyl”.

Outro movimento interessante é o surgimento de aplicativos e de empresas focados em vinyl:

-O Discogs finalmente terá um app para Android e iPhone.

-Recentemente lançaram um aplicativo chamado The Edit, que te manda por SMS (USA only) dicas e recomendações de vinyl, novo e antigo, para que vc compre lá na hora, só respondendo um “Yes” ao SMS.

-A rede de supermercado TESCO também agora vende vinyl.

-A Amazon relançará uma série de tosqueiras em vinyl, tipo trilha sonora do Top Gun e correlatos.

-E uma empresa de Amsterdam prensa seu vinyl com qualquer música do mundo sob encomenda. Sim, com o que você quiser, pagando os royalties devidos para todo mundo, tudo dentro da lei.

Agora, voltando ao digital:

Os serviços de streaming pagos (Spotify Premium, Apple Music, Rdio, Deezer, etc) já superam as vendas físicas de música.

Dão mais grana do que CDs… óbvio.

CD é só uma “sacola” digital, pra levar a música da loja pra sua casa.

Vinyl é outro esquema…

Interessante esse futuro.

Mais streaming, mais vinyl, mais aparelhos para ouvir o vinyl (com preços menores, obviamente), mais consumo de música.

Será que está aí a saída para todos aqueles tiros no pé que a indústria fonográfica deu nela mesma desde o ano 2000???

Tudo de bom,

Billy.

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