A medida do Sucesso.

Fui em dois eventos recentes que me fizeram pensar sobre isso.

A medida do Sucesso.

O que é sucesso ? Quem é sucesso ? Como faz prá ser sucesso ?

Vamos lá.

O primeiro evento foi o Festival Planeta Terra.

Sim, um evento de sucesso.

Tudo funcionando, som excelente, bandas melhores ainda.

Um dos poucos eventos que tenho vontade de voltar em 2011 não só pelo line-up, mas pelas facilidades e comodidades que ele oferece.

Aí vamos ao que interessa.

Bandas.

Quem tocou lá ? Entre outros tivemos Phoenix, Novos Paulistas, Pavement, Temper Trap, Smashing Pumpkins, Mika e mais um monte de bandas/artistas legais.

Vc conhece algum nome de banda que tocou? Provavelmente, até porque vc é uma pessoa antenada, que tá ligada no que rola pelas internets e se informa de uma maneira que esses nomes são mais comuns prá vc.

Agora, e, por exemplo, a minha mãe, sua mãe, o porteiro do prédio, sua vizinha ? Será que eles conhecem alguma banda dessas ?

Obviamente/provavelmente não.

E aquele povo todo que trabalha offline, em escritórios, bancos, etc ? Conhece e gosta de alguma banda dessas ?

Provavelmente não.

Existem, a meu ver, dois tipos de sucesso nesse caso aí.

O sucesso de nicho e o sucesso popular.

O de nicho é exatamente o que ocorre com cada uma das bandas que tocaram no Planeta Terra.

A junção de todas as pessoas que gostam de cada uma das bandas (e bandas correlatas que tocaram lá, reforçando a vontade das pessoas em ir), fez do evento um sucesso.

De repente, por exemplo, se não existisse a richa entre Pavement e Smashing Pumpkins o evento seria menor, não sei.

Ou se o Phoenix não viesse não seria tão legal…

Sei lá.

Só sei que essas bandas todas tem seus seguidores, mas não tem uma divulgação muito ampla no que a gente conhece por “grande mídia”.

Não toca Phoenix na TV.

O rádio tocou uma música do Mika quando do começo de sua carreira.

O Novos Paulistas nunca teve um vídeo passando na Multishow (pelo pouco que assisto do canal).

Mas todo mundo, prá quem estava lá, é mega banda. É famoso. É sucesso.

É a tal das internets.

Cria seus ídolos.

Um monte deles, prá um grupo restrito de pessoas.

De vez em quando esse grupo aumenta muito (caso do Gnarls Barkley por exemplo) e a banda/artista acaba num festival como esse.

Na divulgação boca-a-boca, que é a mais forte prá isso.

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O outro evento que fui foi o lance do YouTube Live que a Skol patrocinou.

Aí a gente fala de sucesso popular.

Um grupo seleto de novos artistas sertanejos (os tais sertanejos universitários) tocaram lá.

Além de Vitor & Léo que já conheço pessoalmente, fiquei impressionado com o Michel Teló.

Já, obviamente, tinha ouvido o “Beijo me liga”.

É/foi uma das mais tocadas no Brasil durante o ano todo de 2010.

Aí ele tocou a “Fugidinha”.

Pode me chamar de burro, alienado, mal-informado e tudo mais.

Nunca tinha ouvido a música.

E, lógico, todo mundo que tava lá já tinha ouvido e cantou junto.

Foi um mega sucesso.

Na hora mandei um Twit. A Fugidinha é o novo sucesso do Verão 2011.

E deu no que deu. Não porque eu twittei, mas porque a música já tava muito na boca do povo lá dentro do evento feito prá quem gosta do gênero.

E daí, quando chega nesse estágio, a coisa toda extrapola e vira sucesso em outros grupos.

Por intermédio do @johnkip (um puta cantor genial, meu ex-sócio, que vc ouve nesse site AQUI) conheci o Teófilo, irmão e empresário do Michel, e fomos ao camarim conhecer o próprio Michel Teló.

Eu, Teló e John Kip

Gente finíssima, mega simpático, inteligente e com a cabeça no lugar.

Não só ele como a equipe toda dele.

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Bom, resumindo.

Qual a medida do sucesso ?

Tinha um cara que trabalhava na Jovem Pan, o Zezinho, que dizia o seguinte:

“A música é sucesso quando a gente aqui da rádio não aguenta mais ouvir”.

Ou seja, o primeiro grupo descobre, ouve, adora, divulga, e de tanto divulgar e expandir a mensagem/música, acaba virando sucesso.

Aí quem gostava logo no começo vem dizer que “popularizou”, que “perdeu a graça”.

Mas não é isso que toda banda/artista quer ? Ser sucesso ?

Comentários mais que bem vindos.

Tudo de bom,

Billy.

PS_Se você chegou de Marte ou qualquer outro planeta agora, eis a “Fudiginha”

PS2_E o Michel Teló entendeu direitinho esse negócio de internet. Quer baixar as músicas dele? Acessa o site ! AQUI

10 Replies to “A medida do Sucesso.”

  1. Ótimo texto Billy!

    Isso mostra, como assim como tudo, música é uma questão de gosto e momento. Não ficaria legal tocar Phoenix num churrasco por exemplo.
    Cada um tem sua definição de sucesso. Phoenix tem. Teló tb tem.

  2. Pô Billy. Acredito que ambos são sucesso. Cada uma da sua maneira. Mas no sentido tradicional o Zezinho tá certo, rs…

    Tendo a preferir o sucesso de nicho. Parece ser menos refém de pressões comerciais e dificilmente se torna algo totalmente diferente do que fez vc gostar. Como Jota Quest por exemplo, que eu adorava quando ainda era J. Quest e hj acho bem chatinho.

    Phoenix, Radiohead e qquer outra banda que não tenha o peso de ser “a maior banda do Mundo/Brasil” joga mais leve e livre pra criar.

    Adoro sertanejo, mas mesmo lá, o Daniel adora sertanejo raiz e a gravadora não queria que ele fizesse albuns assim. Teve que negociar pra conseguir balancear um album “romântico”e outro raiz. Não é fácil.

    Bom, chega neh. Falei, falei e não falei nada.

    PS: Concordo 100% sobre o Planeta Terra. Uma das poucas supresas boas do ano passado.

  3. Concordo com os dois.
    Mas cada um é sucesso onde é…
    É o que eu sempre digo quando me perguntam quem é o melhor DJ do mundo.
    É aquele que toca a música certa na hora certa pro publico certo no lugar certo.
    O mesmo acontece com música.
    O Phoenix não funcionaria na balada da Skol e o Teló não funcionaria no Planeta Terra.

  4. Concordo plenamente, Billy. No fim do texto lembrei de uma frase velha, e que ainda esses dias alguém repetiu no Twitter. Sempre tem alguém que gostava há tempos daquele artista X do agreste do Paquistão do Norte Sorocabano, aí fica super bravo quando o cara fecha contrato com uma big gravadora, vira famoso e alcança a fama mundial. Como você disse, “reclama porque popularizou” e tal. Mas pô, that’s life, é assim que as coisas são.

    Uma vez um amigo na PlayTV disse: “Seja num grupo específico ou geral, o sucesso é fundamental” – se eu me proponho a tocar música para mil pessoas dentro de uma escola no interior do estado e todos gostarem.. pedirem BIS, é sucesso; dentro do esperado.

    Conseguindo agradar o público esperado.. é um ótimo resultado! =)

    Abraço

  5. Exatamente isso.
    Mas também tem aquele sentimento de “essa banda me pertence” quando a gente descobre antes que todo mundo.
    Depois que populariza, a gente perde um pouco do encanto com a banda…
    E o lance do sucesso é isso mesmo. Não importa se é prá 10 ou prá 1.000.000 de pessoas.

  6. […] This post was mentioned on Twitter by maestrobilly, flavia kaveski and others. flavia kaveski said: RT @micheltelo: Galera olha q legal o post do parceiro @maestrobilly. Confere aih. Valeu Billy! http://bit.ly/h8JeCX […]

  7. Esse sentimento é normal. Eu mesmo sinto isso direto, com muitas coisas. Seja música, cinema, restaurante. Eu costumo “balançar o sucesso” de algo quando a minha irmã diz que ouviu tal música ou viu tal filme – ambos tipo lado-b.

    Ela é do tipo de público alvo passivo, que só ouve o que toca nas rádios e vê os filmes dos cinemas de shopping. Quando tem algo mais alternativo e ela diz que já viu/ouviu, é que aquilo popularizou meeesmo!

    Bom para o mercado, que vai incentivar mais gente lado-b a tentar alcançar o sucesso com coisas bem feitas!

  8. […] vocês sabem, já sou Embaixador do Planeta Terra desde o ano passado (post sobre o assunto AQUI, AQUI e […]

  9. […] Confiram, prá não dizer que estou louco ou “me achando”, neste link AQUI. […]

  10. […] festival mais bacanudo do Brasil (entenda porque AQUI e AQUI) está de volta, e, obviamente, com um line-up beeeeem […]

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