O Nervo Vago e o Som

Desde que resolvi voltar aos estudos, comecei a ler alucinadamente sobre absolutamente tudo que tem a ver com música, som e afins.

Uma área que me interessou muito (na verdade sempre me interessou mas nunca parei pra ler mesmo) é a Psicologia da Música e a aplicação do Som no corpo humano.

Desde as notas certas para criar a emoção certa até a vibração correta para relaxar, concentrar, melhorar a performance dos nossos órgãos internos e afins.

Sim, eu sei que tudo é muito teórico, e que não é só porque vc ouviu uma frequência de 8Hz (na verdade nem ouviu, só sentiu, porque é muito grave e nosso ouvido não capta) que você vai em 2 segundos entrar num estado de relaxamento profundo e todos seus problemas de saúde vão acabar.

Mas os conceitos estão aí desde sempre, já foram provados e comprovados, então acho interessante compartilhar as informações por aqui.

O título do post “O Nervo Vago e o Som” é isso.

Um lance muito interessante que pode ter aplicações práticas na sua vida.

Vamos lá:

O Nervo Vago é um nervo craniano (não sou médico então não sei especificamente o nome técnico da coisa toda. Se por acaso estiver mal explicado, coloque aqui ao lado sua observação) que sai do crânio pelo forame jugular e possui dois gânglios: o gânglio superior (jugular) e o inferior(nodoso).

É responsável pela inervação parassimpática de praticamente todos os órgãos abaixo do pescoço que recebem inervação parassimpática (pulmão, coração, estômago, intestino delgado, etc), exceto parte do intestino grosso (a partir do segundo terço do cólon transverso) e órgãos sexuais.

Quem tem essas palavras bonitas é a Wikipedia.

Resumindo — Um nervo que sai da sua cabeça e vai até seu ânus.

Bom, mas então o que o Nervo Vago tem a ver com o Som?

Tudo.

Já que ele é um nervo craniano, ele tem relação íntima com a audição.

O que vc ouve, a vibração que entra no seu corpo através do ouvido (ou dos ossos do crânio) reflete direto no Nervo Vago.

E, como explicado lá em cima, reflete no corpo todo.

A Vibroacústica (o processo de “ouvir” vibrações sonoras através do corpo) estuda essa interação, por exemplo.

O som, ou a vibração, estimula o Nervo Vago que ativa o sistema reticular, ativando todos os órgãos por onde passa.

E o som pode vir não só através do ouvido, mas também por vibração no corpo.

O Dr. Drew Pierson criou uma cadeira vibratória que faz justamente isso.

Agora, tirando da teoria e levando para o lado prático.

Imagine o uso dessas frequências na música. Usar as frequências corretas para excitar, relaxar, melhorar o humor, etc.

Já existem, desde os anos 90, terapeutas usando a Vibroacústica para tratar epilepsia, diminuir o tempo de recuperação de pacientes após cirurgias, melhorar a digestão e a eliminação de dejetos do corpo, diminuir ansiedade, melhorar o sono (de adultos e bebês), diminuir o stress e muitas outras aplicações.

O uso consciente dessas informações pode ter um resultado excelente na melhora de vários processos corporais.

Pensando nisso fiz uma playlist para grávidas e seus bebês, por exemplo.

Muitas outras aplicações surgem todos os dias e cada dia mais descobrimos sobre o assunto.

O uso de frequências, binaural beats (explico num outro post) e técnicas de relaxamento podem realmente mudar muito do que acontece dentro do nosso corpo.

Tudo de bom,

Billy

Este post apareceu primeiro no Blog do Maestro Billy

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